sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Ex-diretor do FMI será julgado na França por contratar favores sexuais

Dominique Strauss-Kahn é acusado de proxenetismo. Julgamento começará na próxima segunda em Lille, no norte da França.

Da AFP

O ex-diretor do FMI, Dominique Strauss-Kahn
(Foto: Reuters)

O ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique Strauss-Kahn, que viu sua carreira arruinada por um escândalo sexual em Nova York, será julgado a partir de segunda-feira por proxenetismo, uma acusação que pode resultar em pena de 10 anos de prisão.

O ex-político francês comparecerá na segunda-feira a um tribunal de Lille (norte da França) para responder pela acusação de proxenetismo com agravante em grupo organizado, relacionado com a organização de festas com prostitutas.

Durante muito tempo apontado como o favorito para a eleição presidencial francesa de 2012, DSK, como é chamado na França, será julgado ao lado de 13 pessoas no que ficou conhecido como caso do hotel Carlton, situado na cidade francesa. O processo deve demorar três semanas.

Strauss-Kahn se tornou um um dos personagens centrais no caso de proxenetismo iniciado em hotéis de luxo de Lille.

Depois do escândalo no hotel Sofitel em Nova York e quase três anos depois de seu indiciamento pelos juízes de Lille, o ex-diretor do FMI deverá enfrentar novamente a exposição em público de seus hábitos sexuais, o que custou sua carreira política.

A promotoria pediu a liberação de DSK, mas os juízes de Lille consideraram que não era possível ignorar a condição de prostitutas das mulheres que compareciam às festas frequentadas pelo acusados.

'Rei da festa'
Os juízes o acusam ainda de ter sido o "eixo" e o "rei da festa" nestas ocasiões, segundo uma fonte judicial.

Uma das prostitutas interrogadas pelas autoridades afirmou que DSK não poderia ignorar a atividade das mulheres que participavam nas festas.

Os advogados de Strauss-Kahn denunciaram uma "perseguição" dos juízes e afirmaram que os magistrados "não se basearam em uma análise jurídica dos fatos, e sim em uma motivação ideológica, política, moral".

A linha de defesa não mudou desde o início: DSK era adepto da libertinagem, não das prostitutas.

Durante a instrução do caso, algumas testemunhas, no entanto, citaram sessões de "puro consumo sexual".

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