Ação na porta de banco deixou dois mortos e outros oito presos, na Av. T-9. Segundo a polícia, suspeito foi baleado e ainda tem bala alojada no braço.
A Polícia Civil apresentou nesta terça-feira (10) um homem de 33 anos apontado como um dos integrantes de uma quadrilha que tentou roubar um carro-forte na Avenida T-9, em Goiânia. De acordo com a polícia, o suspeito chegou a ser baleado no dia do crime, em 27 de janeiro, e estava foragido desde então com a bala ainda alojada em seu braço.
A tentativa de assalto terminou com dois suspeitos mortos, além de um baleado e preso no local. Depois, outras sete pessoas foram presas suspeitas de prestar apoio para a guarda dos armamentos usados no crime e durante a fuga.
De acordo com a polícia, a prisão do último suspeito aconteceu na segunda-feira (9) em uma casa alugada no Residencial Kátia, na saída de Goiânia para Guapó. Segundo os policiais, o homem ainda tentou enganá-los apresentando um documento falso. Com ele, a polícia encontrou um carro roubado durante a fuga. No veículo, ainda há marcas de tiro e sangue.
O delegado responsável pelo caso, Alex Vasconcelos, do Grupo Antirroubo a Bancos, da Delegacia de Investigações Criminais (Deic), afirma que o homem foi reconhecido pelos vigilantes vítimas do crime. “Ele foi um dos que rendeu um dos vigilantes, o que portava a espingarda calibre 12, e foi por eles alvejado”, afirma o delegado.
O homem já tinha cinco passagens pela polícia e era foragido do regime semiaberto. Agora, ele foi autuado por tentativa de roubo, associação criminosa, porte ilegal de arma de fogo e de explosivo, além de uso de documento falso.
Ação
Segundo o delegado Alex Vasconcelos, os suspeitos chegaram ao local em um veículo prata, por volta das 9h30 do último dia 27, no momento em que o carro-forte já estava na frente da agência, localizada em uma das avenidas mais movimentadas da capital. Eles desceram e começaram a atirar contra os seguranças, que revidaram.
Os suspeitos portavam duas bombas, que seriam usadas para explodir os lacres dos malotes. Os materiais foram abandonados no local do crime. O Grupo Antibombas da PM foi acionado e isolou a área para a retirada dos explosivos com segurança. Em seguida, os dois artefatos foram detonados. O trânsito chegou a ficar interrompido no local.
Suspeito apresentou documentos falsos ao ser
preso, diz polícia (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
De acordo com o delegado, os suspeitos planejavam o crime há pelo menos dois meses. Para Alex Vasconcelos, os criminosos agiram de forma “ousada”. “Eles foram ousados e amadores, em parte, já que alguns já tinham envolvimentos em crimes violentos. Mas eles acabaram realizando uma ação frustrada, apesar do planejamento”, disse.
Sobre a postura dos seguranças do carro-forte, que revidaram e mataram dois suspeitos, o delegado diz que eles agiram em legítima defesa. “Os disparos foram certeiros, não houve qualquer indivíduo que foi colocado em risco a não ser os próprios assaltantes. Então, a reação dos seguranças vale elogios”, afirmou na ocasião.
Responsável pelo carro-forte, o Grupo Protege informou ao G1, em nota, que "seus colaboradores são rigorosamente treinados para atuar em situações de risco e que seguem os procedimentos de segurança estabelecidos". A empresa ressaltou que colabora com a polícia e que não vai fornecer detalhes sobre o que aconteceu "para não atrapalhar as investigações".
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