segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Manifestantes protestam na sede da Petrobras, no Rio



No caminho para o Centro, eles interditaram vias e a descida da Ponte.
Projetos do Comperj serão retomados quando a empresa gerar caixa.


Trabalhadores do Comperj e políticos da Região Metropolitana do Rio chegaram, no início da tarde desta segunda-feira (24), à sede da Petrobras, no Centro da capital. Eles participam de ato pedindo para a empresa a conclusão de refinarias do complexo.
A obra está atrasada, em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio, e os municípios vizinhos sofrem com desemprego e perda de receitas. Antes de chegar ao local, o grupo interrompeu o tráfego em vias importantes, como a Avenida Rio Branco, no Centro.

No início da tarde, o grupo bloqueou alça de acesso da Ponte Rio-Niterói para a pista Central da Avenida Brasil. Eles chegaram a atear fogo em lixo na Avenida Brasil para interditar o trânsito e caminhavam para o 'Ato Juntos pelo Comperj - Refinaria já !' organizado pelo Consórcio Intermunicipal do Leste Fluminense (Conleste), que vai acontecer no Centro do Rio no início da tarde.
O objetivo do ato é pressionar a Petrobras para terminar pelo menos uma das duas refinarias previstas para o Comperj. A refinaria já está com 82% das obras concluídas, mas a empresa descartou a conclusão do Comperj em seu plano de negócios recentemente anunciado, e disse que a refinaria 1 (Trem 1) só será concluída caso surja um parceiro interessado. A paralisação das obras do Comperj também afeta fortemente a economia da região. O Conleste é presidido por Heil Cardozo, prefeito de Itaboraí, umas das cidades mais prejudicadas. Lá, a perda da arrecadação é da ordem de 50%.
Quarenta e nove empresas foram contratadas para a construção do Comperj, que deveria estar pronto desde 2011 e deveria ter duas refinarias, uma unidade de gás natural e uma estação petroquímica, mas a imensa área de 45 quilometros quadrados vai ter apenas uma refinaria.

Segundo o Ministério Público do Trabalho, o atraso de mais de três anos nas obras prejudicou mais de quatro mil trabalhadores. De 2008 até agora, o orçamento da obra aumentou quase quatro vezes e, segundo a petrobras, o motivo dessa disparada foram mudanças no projeto, reajustes, variação cambial e aditivos, mas a operação Lava-Jato revelou que uma parcela dos recursos foi desviada dos contratos.

De acordo com o último balanço, a empresa perdeu mais de R$ 44 bilhões no valor de seus investimentos e, só com o Comperj, o prejuízo foi de R$ 21,833 bilhões. O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, disse que os projetos do Comperj foram hibernados e só vão ser retomados quando a empresa tiver capacidade de gerar caixa, o que ainda não tem praz.

Ato em defesa do Comperj começou a ficar cheio por volta das 12h50 (Foto: Matheus Rodrigues/G1 Rio)Ato em defesa do Comperj começou a ficar cheio por volta das 12h50 (Foto: Matheus Rodrigues/G1 Rio)
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Manifestantes que pedem conclusão de obras do Comperj bloqueiam a Avenida Rio Branco (Foto: Matheus Rodrigues/G1)Manifestantes que pedem conclusão de obras do Comperj bloqueiam a Avenida Rio Branco (Foto: Matheus Rodrigues/G1)
 
 
Manifestantes atearam fogo em lixo (Foto: Ronaldo Moreno / Sindipetro-RJ)Manifestantes atearam fogo em lixo (Foto: Ronaldo Moreno / Sindipetro-RJ)

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